domingo, 18 de março de 2012

Que seja eterno enquanto dure

E se não durar, significa que não valeu?

E se constatarmos que os relacionamentos que estabelecemos com as coisas e as pessoas que nos cercam podem ser tão frágeis e finitos quanto nossos ideais para com elas?

Para alguns, características como fragilidade e finitude dos objetos e relacionamentos são aquelas que legitimam a desvalorização dos mesmos. Para outros, são exatamente estas características que fazem daquele relacionamento ou daquele objeto algo de valor inestimável.

Talvez os primeiros não gostem de receber flores, porque sabem que elas irão murchar. Os segundos, por sua vez, gostem de recebê-las, mesmo sabendo sobre o destino fatal de sua beleza.

Estes, talvez, sabem que nenhuma perda é absoluta.

E também sabem onde fica o próximo jardim.

3 comentários:

  1. Sugiro a leitura de um pequeno grande texto de Freud: "Sobre a Transitoriedade" (1915), o qual inspirou a elaboração desta postagem.

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  2. Eu gosto de receber flores, mas tiro foto pra guardar de lembrança...rs. Li o texto do Freud como vc indica e é muito bonitinho, assim como o seu! Beijo.

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  3. Legal Adriana, muito obrigado. Eu li este texto e fiquei inspirado :-) . As vezes Freud nos presenteia com um lado poético que não é possível encontrar em muitos dos seus escritos.

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