sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Fundo das Palavras

Uma amiga minha me disse algo muito interessante: as palavras tem fundo. Pelo menos devem ter. É como se fosse um cartão de crédito: você recebe uma quantia de crédito do banco porque ele confia nas suas condições de pagar aquela quantia creditada. Se você não consegue pagar, geram-se multas por atraso, dividas rotativas e muita dor de cabeça.

Outra comparação interessante pode ser feita em relação a um cheque bancário: você só entrega se pode arcar com seu custo. Se não pode arcar, é melhor nem usar, porque ele vai voltar, trazendo consigo todos aqueles encargos financeiros e psicológicos descritos acima.

As palavras são assim. Antes de discursá-las, é necessário um mínimo de cuidado, sobretudo quando se sabe o poder que elas detêm. Caso contrário geram-se dívidas, de confiança, de integridade e de afeto.

As palavras voam, dizia Cecília Meireles. Alguns cheques também, diria eu!

Mas depois elas caem, em algum lugar, provavelmente no negativo.

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