quinta-feira, 2 de junho de 2011

Iluminismo e análise

Na escola eu já havia estudado sobre um movimento filosófico chamado Iluminismo. De uns tempos para cá, eu já nem me lembrava o que significava isso, até que aos poucos e através de minhas leituras, observei que o Iluminismo era comumente citado em textos psicológicos e psicanalíticos. Descobri até que Freud era considerado um iluminista.

Resolvi então comprar um daqueles livrinhos que se propõe a apresentar assuntos e conceitos dos mais diversos: O que é Iluminismo? Seria uma filosofia de vida? Uma postura? Um método?

Paralelamente, estive pensando que nós, psicólogos ou não, parecemos dotados de uma natureza analítica intensa e, por que não dizer, implacável, que busca uma razão para tudo.

Estes duas inquietações: Iluminismo e análise, convergiram facilmente depois da leitura daquele livrinho. Descobri que o Iluminismo foi um movimento filosófico que responsabilizava o homem por sua razão e possibilidade de progresso ao fazer uso dela, em detrimento a teocracia que regia a época.

Descobri também, nesta mesma idéia iluminista, que com a descoberta da lei da gravidade, Isaac Newton inaugurou um momento novo na história influenciando estudiosos das mais diversas áreas do conhecimento através da noção que tudo neste mundo tem uma lei de funcionamento, inclusive o homem.

Neste ponto identifiquei Freud, como o Isaac Newton na Psicanálise. Entendi que ele era um iluminista, de fato, por buscar e encontrar razão na loucura e em outras condições humanas.

Conclui parcialmente (e sempre parcialmente) que somos muitas vezes iluministas do cotidiano, tentando iluminar aquilo que sofremos, aquilo que ouvimos, aquilo que queremos, mesmo quando as dificuldades, traumas, violências e alienações teimam em nos escurecer.

Conclui ainda que para iluminar, temos que ficar atentos às várias intensidades de luz a serem utilizadas, das mais variadas cores disponíveis, nos vários lugares possíveis.

Mas o mais importante, conclui que às vezes, por receio do que a luz pode nos mostrar, preferimos (e aqui também incluo os psicólogos) viver no escuro da fantasia, sem ousar riscar uma fagulha sequer de realidade.

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