quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nada mais que o fundamental

Se sentir convidado aos rebuscados modos de se descrever e descrever o outro é um grande perigo para qualquer Psicanalista que queira falar sobre a Natureza Humana.

Não existe outra maneira de concretizar um encontro senão concebendo-o como ele se apresenta, e acompanha-lo.

Não existe outra maneira de ser, senão por inteiro.

Seriam estas uma das fundamentações da clínica? Talvez sim. Dizem que o ato de clinicar significa debruçar-se, através da escuta. Clinicar é um ato mútuo de entrega, um ato de amor mal amado, um amor contratado.

Complicado? Possivelmente, mas não demais, para não parecer desesperançoso.

Só tem que ser fundamental, e para tanto, reivindica-se a serenidade da presença.

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