quinta-feira, 27 de maio de 2010

O encontro (opaco)

É necessário ser neutro, falar pouco. É necessário também ser pacato, não se mexer muito na poltrona. Cuidado com o olhar, deve ser sempre constante, com pouco brilho. Se for sorrir, que seja discreto, silencioso.

Ao atender, estenda a sua mão, diretamente, sem pestanejar. Ao se solidarizar, respire fundo. Ao ser elogiado, tenha em mente que isso não lhe pertence. Já ao ser criticado, imagine o mesmo, porém não volte atrás.

Se houver um encontro fora do ambiente adequado, aja com naturalidade profissional. Não informe impressões pessoais, pois serão invalidadas como elemento de intervenção.

Não deixe passar nada. Interprete sempre que possível, onde quer que esteja, levando em consideração o inconsciente, antes do sujeito.

Fique atento, pois tudo pode ser o contrário, tudo por ser uma trama inesgotável.

Procure na pessoa que você atende suas estruturas internas, intrapsíquicas, secretas, mascaradas.

Reivindique a antipatia,

Eis os norteadores da chatice da “psicologia”.

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